segunda-feira, 20 de outubro de 2008

GASTRONOMIA E CULTURAS ÉTNICASSS!!! SINTA E VIVA O MUNDO!!



Prezados alunos e alunas

Recomeçamos nossas postagens com o tema acima, algo que estamos vivenciando em sala de aula, tanto de maneira teórica quanto nas práticas aos sábados. Buenas, nosso tema da postagem se refere à diversidade presente em nossa gastronomia oriunda, em grande parte, da interação de diferentes matizes étnico-culturais, decorrentes das migrações para nosso país, ao longo dos séculos.
Essa diversidade de origens e de interpretações nos sobreveio de maneira a criar uma referência gastronômica difícil de ser discernida a primeiro momento, dada a multiplicidade de fontes das quais nossos pratos emergem.

Face ao incrível crisol étnico presente em nosso tecido social, gostaria de solicitar a todos que buscassem apresentar em seus comentários o seguinte:

1)Busque uma etnia presente em um estado brasileiro. Fale sobre ela, apresente-a aos seus colegas, destaque aspectos curiosos desses matizes culturais.
2)Apresente um prato (não quero receitas), fale sobre sua origem, os motivos de sua feitura...
3)Envie para meu email uma ou mais fotos do prato, ou de aspectos de sua preparação.
4)Analise que outras associações decorrem da relação deste prato com a cultura brasileira.



Sendo assim, espero que todos apreciem esta tarefa. Nosso prazo expira em 10 dias. Muito obrigado a todos e todas.

Abraço

Prof. Therbio Felipe

7 comentários:

Terezinha Melo Batista disse...

Uma cozinha das Arábias.

A culinária árabe tem raízes milenares. A região foi berço da civilização e das primeiras plantações.Foi lá, nas cidades mais antigas do mundo, nascidas no Crescente Fértil- antiga Mesopotâmia, que ali cultivavam trigo, cevada, pistache, nozes, romã e figo.Os alimentos brotavam ao lado de carneiros e ovelhas.
Foi a combinação equilibrada de condimentos e ingredientes do tempero sírio e libanês que popularizou a culinária árabe no ocidente.
Costuma-se dizer que Marrocos é uma árvore com raízes na África e as folhas na Europa.
A fartura de condimentos no mercado de Marrakech, no Marrocos, mostra o quanto o cardápio árabe ganhou sabores variados da culinária berbere, espanhola,francesa e judaíca.
No Líbano a hospitalidade é tanta que um antigo ditado diz: se voçe não tem um amigo libanês, encontre logo um.
Por fim, ao oferecer uma típica refeição árabe, agrade seus convidados dizendo sahtain, que significa " duas vezes saúde".A que eles certamente irão responder al bak, ou seja, "para o seu coração".
Cordialidade árabe- para êles servir é ponto de honra e sempre uma satisfação. Dia e noite a mesa fica posta e todos que chegam são convidados a se servir à vontade.
Os Mehchi-são vegetais recheados, em geral recebem recheios de arroz,e carne moída. Os mais populares são beringela, abobrinha, folha de uva, repolho e pimentão.
A carne de carneiro é abundante no mundo árabe.
Mais aromática e gordurosa que a do boi, sempre é assada.Nos dias de festa o carneiro é assado inteiro, recheado com carne moída, arroz e snoobar.
O primeiro registro de charuto de folha de uva apareceu na antiga Pérsia( atual Irã) a.C. Dali foi trazido para os países árabes por mulçumanos.
Ninguém duvida que o mais famoso e criativo prato do Marrocos é o cuscus. Puro ou enrequecido com vegetais, carnes e pescados, é ancestral e tradicional no mundo árabe.
O tahine é uma pasta feita com sementes de gergelim torradas que dão sabor a muitas receitas,como o homus e a babaganuj.
A babaganuj-pasta de beringela- é um dos antepastos árabes- os famosos mezzés-que vão no ínicio da refeição e permanecem até o final junto com os demais pratos.São servidos com pão sírio e árak- destilado de uva ou tâmara aromatizado com aniz e outras especiarias.
O toque de requinte fica pelo legítimo açafrão, usado pelos sumérios há 5 mil anos, e um dos ingredientes mais caros do mundo, é cultivado apenas no Irã, na Espanha e na Ìndia.
Aqui vimos um pouco da culinária árabe, ela ultrapassou fronteiras pela sua históra milenar,com os limites geográficos do Oriente Médio.
Fonte- Coleçaõ Abril- Volta ao mundo
wnestlener@abril.com.br
Terezinha melo Batista

issaahh disse...

Italianos no Brasil

A Imigração italiana no Brasil teve como ápice o período entre 1880 e 1920 e, segundo dados da embaixada italiana no Brasil, cerca de 25 milhões de brasileiros são descendentes de imigrantes italianos. Os ítalo-brasileiros estão espalhados principalmente pelos estados do Sul e do Sudeste do Brasil, quase metade no estado de São Paulo. Assim, os ítalo-brasileiros são considerados a maior população de oriundi (descendentes de italianos) fora da Itália.
A influência italiana em nosso paladar é, por conseqüência, imensa. Não só a culinária mas também a vinicultura brasileira tem tradição formada fundamentalmente pela imigração italiana.
A gastronomia é um dos ícones da cultura italiana, sempre muito ligada à família e ao prazer de reuni-la.
Diversos pratos que foram incorporados à alimentação brasileira, como o hábito de comer panetone no Natal e comer pizza e espaguete freqüentemente (principalmente no Sudeste), além da popular polenta, foram contribuições do imigrantes italianos.
O macarrão italiano tornou-se alimento complementar, ao lado da farofa, do feijão, do arroz e das carnes. Além do macarrão, outras massas italianas foram trazidas como a pizza, o ravioli e a lasanha e outras comidas que não massas como os risottos e a polenta. Divulgaram também o sorvete como doce e sobremesa. Fortaleceram o gosto pelo queijo, usado em todas as massas, tanto que o queijo passa a ser consumido junto com doces e frutas, como com a goiabada, ou sozinho, assado.


Fonte:www.wikipedia.org

Karen M. Abatti

Anônimo disse...

Os espanhóis começaram a imigrar para o Brasil em razão dos problemas no país de orgem e das possibilidades de trabalho que, bem ou mal, lhes eram oferecidas. Muitos agricultores, proprietários de minifúndios, partiram da Galícia, outros vieram da Andaluzia, onde eram, principalmente, trabalhadores agrícolas.
Nos primeiros tempos, ou seja, a partir da década de 80 do século XIX, os espanhóis foram encaminhados, sobretudo, para trabalhar nas fazendas de café no estado de São Paulo. Com relação aos demais grupos europeus, caracterizaram-se por serem os que, em maior grau, chegaram como grupo familiar e os que trouxeram crianças em maior proporção.
Eles constituíram a terceira maior etnia que imigrou para o Brasil, após os portugueses e italianos, entre 1880 e 1972, representando cerca de 14% do total de imigrantes nesse período.
Dentre os grandes grupos de imigrantes, os espanhóis foram os que mais se concentraram no estado de São Paulo. O censo de 1920, por exemplo, revelou que 78% dos espanhóis residiam neste estado. Embora a grande maioria dos espanhóis tenha se fixado, a princípio, no campo, onde ganharam posições como pequenos e médios proprietários, a presença urbana da etnia não é desprezível. Em seus primeiros tempos, os espanhóis vincularam-se ao comércio de metais usados, o chamado "ferro velho", e ao setor de restaurantes, diversificando, posteriormente, suas atividades.

A influência espanhola se fez sentir no Rio Grande do Sul, desde a sua formação. Pode-se mesmo falar que, sem a participação espanhola, a pecuária - que seria a base da economia gaúcha durante o século XIX e início do XX - não existiria com a importância que tem. Mas não é só isso: no linguajar da fronteira, nas influências culturais, países de língua hispânica desempenharam um importante papel no nosso século.
A maior contribuição espanhola, em termos econômicos, pode ser considerada a introdução de bovinos no Rio Grande do Sul.
Também em termos culturais a influência espanhola se fez presente, em especial na zona da Campanha. Ali, vivendo situações parecidas e com atividades econômicas idênticas, os gaúchos dos dois lados desenvolveram vestimentas extremamente semelhantes. Também a alimentação é bastante parecida: a carne é a base alimentar de todo o pampa.
A proximidade trouxe influências linguísticas, com vários termos se "acastelhanando". Essa situação também ocorreu em outros pontos da fronteira, onde a mescla de termos castelhanos e portugueses no linguajar cotidiano é freqüente. E, se houve influência na linguagem, também houve na arte: a poesia campeira, com seus poemas gauchescos, é comum aos três países do Cone Sul.
No tocante à gastronomia, a participação espanhola e a portuguesa até certo ponto se confunde na semelhança cozinheira.
Ambos tiveram o árabe, e com ele a devoção do azeite de oliveira, cebola, alho, as frutas cítricas, o arroz, as papas de cereais. O porco era, para os habitantes da península, um sabor anterior ao domínio mouro que o detestava.
Fora peça de caça montesa e depois de criação desvelada.
Aos espanhóis, os brasileiros devem o costume do churrasco e do chimarrão, mas nesta ocasião, vou falar da paella, sem uma referência brasileira em si, mas lembrando que com nosso vasto litoral, os frutos do mar são muito apreciados por aqui!

História da "Paella"

A Terra Natal deste prato é a região de Valência, na costa leste da Espanha. Ele surgiu como alimento dos camponeses, nos séculos XV e XVI, quando saíam para o trabalho rural, levando arroz, óleo de oliva e sal, além do recipiente para cozinhar: uma panela redonda com alças, ampla e rasa chamada de "Paella".
Esse formato facilitava o mexido do arroz e seus componentes durante o preparo, proporcionando um cozimento por igual.
Como a origem desta verdadeira delícia está fortemente relacionada ao campo, incorporavam à receita do prato os ingredientes que encontravam, tais como, carne de caça, sobretudo de lebre e de pato, legumes da estação e açafrão (nobre especiaria) retirada das flores, dando o colorido amarelado ao arroz.
Passado algum tempo, a Paella difundiu-se e alcançou o litoral. Aí acrescentou-se os frutos do mar: camarões, lulas, vôngoles, mexilhões, lagostins e polvo, tornando-o um prato mixto (terra e mar).
A origem da Paella vem do latim "Patella", bandeja usada na antiga Roma destinada às oferendas aos Deuses, nos rituais de fecundação da terra.
Dizem também os historiadores que a palavra "Paella" surgiu quando os trabalhadores rurais voltavam para seus lares nos finais de semana e em homenagem às suas esposas preparavam essa deliciosa iguaria "Para Ellas" dando origem ao nome.
A Paella é um prato festivo que os Espanhóis saboreiam em datas marcantes como: casamentos, aniversários, batizados, feriados religiosos e finais de semana.


REFERÊNCIAS:
http://www.diasmarques.adv.br/pt/historico_imigracao_brasil.htm#Espanhóis
http://www.riogrande.com.br/historia/colonizacao2.htm
http://www.cnpaf.embrapa.br/aia2004/ligado/ligado2.htm
http://www.sociedadedigital.com.br/artigo.php?artigo=162&item=2
http://www.vegetarianismo.com.br/sitio/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=1624

KARINA ARANTES

Anônimo disse...

Uma de nossas grandes heranças, que podemos encontrar em qualquer lugar do Brasil, é a carne de porco... e para falar dela, vou colocar uma história interessantíssima que achei!!!

A história do porco é marcada por amores e desamores. Até nos textos sacros. O Levítico (11, 2 a 8) cristão ensinava aos judeus que “entre todos os animais da terra, eis os que podereis comer: podereis comer todo animal que tem a unha fendida e o casco dividido, e que rumina. Mas não comereis aqueles que só ruminam ou só têm a unha fendida... como o porco que tem a unha fendida e o pé dividido, mas não rumina; tê-lo-eis por impuro. Não comereis da sua carne e não tocareis nos seus cadáveres...”. O Alcorão (2, 168) mulçumano diz que “estas coisas Ele te proibiu: carniça, sangue e carne de porco”. Na Índia a deusa Kali é representada por enorme porca que cria, mata e engole seus filhotes, perpetuando o ciclo da vida. Sem esquecer que, segundo as más-línguas, Buda morreu de indigestão. Empanturrado com carne de porco.

No Egito, fama ou desgraça dependiam de seu sexo. Carnes de porco macho não podiam ser consumidas. Por ser tida como impuras – posto se acreditar, então, serem responsáveis pela transmissão da lepra. Enquanto fêmeas, símbolo de abundância, eram oferecidas em sacrifício a Osíris; com o privilégio discutível de serem em seguida devoradas pelos sacerdotes. Na China o ideograma lar corresponde ao desenho de um porco, sob o teto de uma casa. Na Grécia é citado por quase todos os pensadores. Homero se refere na Odisséia a Eumeu, o “divino porqueiro” (aquele que trata dos porcos); e foi em casa deste que Ulisses se abrigou, no retorno a Ítaca e à sua Penélope. Ainda na Odisséia, Circe transforma os companheiros de Ulisses em porcos. Hércules enfrenta o javali de Erimatéia. E Teseu, a porca de Crommyon. Aristóteles desce de sua filosofia para observar que, “bem alimentado, o porco está apto sexualmente em todas as horas, da noite e do dia”.

Aristófanes se deliciava com “fígado do porco cozido entre dois pratos, temperado com ervas”. Mas o prato presente nas mesas gregas, em todas as festas, era mesmo o koiridión – leitão (previamente alimentado com mosto de uva) recheado com ervas e assado no forno. Sem esquecer os enchidos – invenção dos povos bárbaros (celtas, godos, visigodos, ostrogodos e vândalos), que desenvolveram essa técnica de conservar carne durante o inverno. Sendo esses enchidos, na Grécia, feitos por allantaupolés – peritos na arte de corte e conservação do porco.

Romanos também eram grandes apreciadores de porcos. Tanto nobres (nobilis), quanto gentes do povo (ignobilis). Não havendo banquete, por lá, em que não se encontrasse vulvas e tetas de porcas – virgens, estéreis ou parideiras, segundo a importância do homenageado. O Imperador Heliogábalo, durante meses, se alimentou apenas desses manjares – segundo Plínio, o naturalista. Sugerindo este, em seus estudos, o “abate do leitão aos cinco dias, cordeiro aos oito e vitela aos trinta”. No capítulo denominado “Cozinha Suntuosa”, de sua Arte Culinária, Apícius fornece numerosas receitas de porco – molhos para acompanhar leitões assados, chouriços, presuntos, rabos guisados, recheios de pés de porco. Petrônio descreve, em Satíricon, banquete de javali recheado com pássaros vivos, acompanhado de botulus (espécie de chouriço). Ainda referindo lugares fantásticos, em que era possível “encontrar porcos já assados passeando”. Ao porco chamavam então chacim – donde “chacinado”, nos primórdios, era só um porco defumado. Faltando apenas lembrar que, para os romanos, o mais nobre dos esportes era a caça ao javali.

Na idade média a carne de maior prestígio, em toda a Europa, era a de porco. Em Portugal também. Além de saborosa essa carne definia, nos tempos da inquisição, cristãos (os que a tinham à mesa) e judeus (proibidos desse consumo). Porcos eram engordados com restos de comidas, na “corte” – nome dado a pocilgas situadas junto às casas. Sendo a matança desses porcos “exemplo supremo de festa lúdica”, segundo o antropólogo português Ernesto Veiga de Oliveira. Essa festa era carregada de simbolismo, significando fartura para a família, o ano todo. Fazia-se “o cozido da matança” com carnes frescas ou salgadas (rabo, orelha, barbela, focinho), além de enchidos (chouriço, lingüiça, cacholeira e farinheira), de porco morto no ano anterior. Na dieta dos doentes se prescrevia porquinho novo, “carne sem pecado”. Por ser consumida nos primeiros dias do luto, carne de porco era também conhecida como “comida de dó”. Ainda hoje é, por lá, preferência nacional – fresca, salgada, defumada, em forma de enchidos. Cada região tem sua receita especial – Açorda de Medrões (Trás-os-Montes), Arroz de Golada (Estremadura), Bucho Recheado (Alentejo), Cachola de Porco (Ribatejo), Cabidela de Leitão (Beira Litoral), Chouriço Mouro (Torres Nova), Debulho (Açores), Leitãozinho Assado (Mealhadas), Porco de Forno (Madeira), Sarrabulho (Entre Douro e Minho). Sem esquecer jeitos doces de fazer esse porco: Chouriço de Mel – temperando a carne com mel (Bragança); e Morcelas – lombo, sangue cozido e ralado, amêndoas, canela, banha e açúcar, recheando tripa de porco, tudo por fim defumado (Arouca). Prática comum também na Irlanda (black pudding), na Inglaterra (blood pudding) e na França (boudin noir).

Os primeiros porcos domesticados chegaram à América espanhola com Cristóvão Colombo. No Brasil, apenas com Martim Afonso de Souza, em 1532. Passando a carne mais clara, mais gorda e mais tenra daquele “porco rosa” a ser mais apreciada por nossos índios que a magra, escura e fibrosa dos similares nativos selvagens – antas, caititus, capivaras, queixadas e outros porcos-do-mato. Sem contar que, enquanto os da terra davam (quase todos) apenas uma cria por ano, os porcos europeus tinham ninhadas de até 12 filhotes. Eram economicamente mais aptos. Primeiros sinais de uma globalização que, séculos depois, se converteria em praga.

Do porco tudo se aproveita – carne (lombo, filet, carret, pernil, costela, paleta, pá), barriga (toucinho, banha, torresmo). Fígado, coração, língua, toucinho e sangue são ingredientes do sarapatel. Rabo, orelha, costela e pé (salgados ou defumados), da feijoada. Esse pé (cozido, e esfriado em sua gelatina) é também petisco muito apreciado na França (pied de cochon). Joelho, servido com chucrute, é prato típico alemão (eisbein). Do porco ainda se aproveita cabeça, miolos, nervos, cartilagens. E tripas, usadas na fabricação de enchidos; ou fritas, insuperáveis como tira-gosto. No Nordeste esse porco é também usado em doces – Chouriço (lingüiça de sangue com açúcar e temperos) e o Doce de Chouriço (sangue de porco com rapadura, farinha de mandioca, erva-doce, pimenta do reino, gengibre pisado, cravo, castanha e banha de porco derretida; tudo no fogo até que solte do fundo da panela).
Do pernil se faz também presunto – a palavra presunto vem do latim perexutus (privado de todo líquido). Servidos crus, não estragam porque são “curados” – processo que inibe o crescimento de bactérias. Salga, defumação, secagem, condimentação e maturação são etapas na fabricação do presunto. E “há quase tantos presuntos quantas sejam as combinações entre esses cinco procedimentos”, explica Robert Wolke (A Ciência na Cozinha). Destaque para os presuntos crus italianos de Parma e San Daniele, os espanhóis Pata Negra (cevados, quase sempre, no norte de Portugal), os ingleses de York, os belgas de Ardennes, os alemães da Floresta Negra, os chineses de Yunnan e os norte-americanos de Kentucky, Vermont, Geórgia, Carolina do Norte e Virgínia. Todos bem diferentes dos presuntos processados, usualmente encontrados em nossos supermercados – de preço mais em conta por usar, entre outros ingredientes, sobras de carne de porco prensada. Com o porco se preparando ainda vários tipos de embutidos – dos quais o mais antigo deles, já com 3.500 anos, é a salsicha. São, só na Alemanha, mais de 1.500 tipos. O porco vem mudando, com o tempo. O de hoje é light. Tem menos gordura, mais músculo e mais carne no lombo (a mais apreciada). Por meio de cruzamentos e mudanças na dieta, perdeu cerca de 30% de sua gordura primitiva, 14% de calorias e 10% de colesterol. A espessura do toucinho passou de seis cm para 1,5 cm. Segundo a FAO (Food and Agriculture Organization) são hoje cerca de um milhão, em todo o mundo. Mais de cem milhões de toneladas de carne, portanto. Como se não bastasse, o porco também fornece órgãos para serem transplantados no homem – tendo suas válvulas para implante no coração melhor qualidade, e mais aceitação, que as de material sintético.

Com tantas qualidades, já se vê o quanto de injustiça há na fama que têm os porcos em nossa cultura. “Porco” é sempre alguém sujo. Diz-se ter “espírito de porco” aquele que é inconveniente. “Porco chauvinista” designa homem intransigente, que vê o mundo a partir do seu umbigo. Talvez pensando nessa injustiça, em sua defesa veio o estadista inglês Winston Churchill. É dele a observação, generosa, de que “cães olham para você de baixo para cima. Os gatos olham para você de cima para baixo. Só os porcos olham para você olho no olho, como iguais”. Mas não se leve esse glutão inglês demasiadamente a sério. Que, apesar de tantos arroubos, um de seus pratos preferidos era precisamente porco.

Referência: http://www.continenteonline.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2012&Itemid=102

MARIA BERNADETE AZEVEDO ANDRADE

Anônimo disse...

Jenifer
Culinaria Italiana
A culinária italiana conhecida hoje é um resultado da evolução de séculos de mudanças sociais e políticas. Suas raízes se encontram no século IV na Idade Média e mostram a influência dos árabes e normandos que levaram os primeiros chefs notáveis à região da Itália. Essas influências ajudaram a moldar o que hoje é conhecido como culinária italiana, adicionando itens como: batatas, tomates, pimenta e milho. No século XVIII a maior parte da Itália era governada pela França, Espanha e Áustria. Foi no início deste mesmo século que livros de culinária italiana começaram a ser escritos e distribuídos, para que os chefs espalhados pelas regiões da Itália pudessem mostrar seu orgulho pelo país culinária italiana tem várias características específicas, conhecidas mundialmente. No entanto, dentro da própria Itália, a culinária não só é regional, como também sazonal. As regiões têm características próprias que as diferenciam umas das outras. Utilizam diferentes ingredientes, receitas e até modos de preparo. A culinária italiana que conhecemos hoje não é verdadeiramente italiana. A culinária de cada região da Itália difere-se bastante das outras, então não existe uma culinária própria para o país inteiro. Neste caso, costuma-se dizer que a culinária italiana é mundial, pois cada país pode adicionar seu toque especial à receita que desejar e servir um bom prato italiano.
Na Itália, as refeições podiam ter até cinco pratos servidos, com mais três depois de terminada a refeição. As refeições duravam horas e, em dias de festividades, podiam durar até o dia inteiro. Hoje em dia, esta tradição só é utilizada em feriados especiais e, mesmo assim, não de forma tão exagerada.
As refeições, antigamente, seguiam a seguinte regra:
1. Antipasti - tiragostos quentes ou frios.
2. Primo - um prato quente como pasta, risoto, gnocchi ou polenta.
3. Secondo - o prato principal. Normalmente, composto por peixe, carne bovina ou suína ou aves.
4. Contorno - uma guarnição, normalmente de salada ou legumes cozidos. Servido com o prato principal.
5. Formaggio e frutta - queijo e futas, a primeira sobremesa.
6. Dolce - a sobremesa em si, com bolos e biscoitos.
7. Caffè - Café e/ou expresso.
8. Digestivo - licores ou vinhos que, tradicionalmente, encerravam as refeições.
Influencias no Brasil:
Fazem parte do nosso cardápio e é um herança italiana a pizza, polpetta (almôndegas), spaghetti, lasagna, ravioli, risoto, polenta, filet a parmiggiana, calabreza, salami, queijos como gorgonzola, provolloni, muzzarela, parmesão, herdamos também o capuccino, café expresso, briosci (brioche), torroni, sorvete, etc.

Disponível em: http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/mulher-culinaria-italiana/culinaria-italiana-3.php
http://www.mercuri.com.br/cidadania-colonia.html
Acesso em:02/11/08

Anônimo disse...

A influência dos europeus no tão famoso churrasco!

A história da ocupação e do povoamento do Estado do Rio Grande do Sul, o mais meridional do Brasil, está demarcada pela questão fronteiriça. Região limite entre dois Impérios - o Espanhol, com sede em Buenos Aires, no Rio da Prata, e o Português, com o Rio de Janeiro - , o chamado Continente de São Pedro do Rio Grande do Sul, desde o século XVII, foi permanentemente disputada pelas duas coroas ibéricas. Ter-se tornado zona de guerra, de combate intermitente por quase dois séculos, marcou a vida política da mais conturbada das províncias do Imperio do Brasil, criando-se uma cultura muito própria, assinalada por guerras civis violentas - tal como a Revolução Farroupilha, de 1835, a mais longa da nossa história - desconhecidas no restante do Brasil.O Estado do Rio Grande do Sul é influenciado pelos europeus em vários sentidos, vai desde os costumes até a arquitetura.
Os europeus povoaram o local a partir do século XIX, por meio do governo brasileiro que motivou a vinda de tais imigrantes, com o intuito de ocupar a área que até então se encontrava despovoada, pois dessa forma era propícia a ser invadida e ocupada pelos países vizinhos, diante disso, chegaram ao Brasil imigrantes de várias origens, sobretudo italianos, alemães e açorianos, que logo se misturaram aos ameríndios, portugueses e escravos negros.

Originário do Rio Grande do Sul, o churrasco surgiu, no século XVII, nas imensidões dos pampas, quando essa parte do Brasil, disputada por castelhanos e paulistas, era ocupada por milhares de cabeças de gado selvagem, oriundas de Buenos Aires e de outras áreas da Argentina.
A princípio, o churrasco - como o conhecemos - era raríssimo, pois, naquela época, não havia a preocupação com o comércio da carne bovina, mas sim com a obtenção de couro e de sebo. Para isso, realizavam-se as vacarias - as matanças de gado. Os vaqueiros, depois de correrem, cercarem e matarem os bois, cortavam o pedaço mais fácil de partir e o assavam inteiro num buraco aberto no chão, temperando-o com a própria cinza do braseiro.
No final do século XVII, o churrasco tornou-se uma prática mais difundida, criando-se, assim, novas técnicas para o seu preparo. Surgiram os cortes especiais da carne, como a costela e a paleta. A generalização do hábito de comer churrasco acabou gerando diferentes estilos de consumo.
A generalização do hábito de comer churrasco acabou gerando diferentes estilos de consumo. Os colonizadores italianos e alemães, por exemplo, realizavam churrascos de grandes proporções, em que havia de tudo. Iniciava-se com uma terrina de sopa fumegante, logo seguida de pratos como saladas, feijão, arroz, ensopado, frango, macarrão e, até, polenta. Mas a carne era servida homeopaticamente, em espetos. Esse estilo não agradava aos gaúchos, que o consideravam uma verdadeira heresia. No Paraná, inventaram o espeto corrido, uma churrascada semelhante a anterior, só que com maior quantidade de carne. Esses dois estilos popularizaram-se entre os caminhoneiros que freqüentam os restaurantes à beira das estradas. Levado para as cidades, o churrasco chegou à mesa dos paulistas, que aos domingos se reúnem ao redor de uma churrasqueira para apreciá-lo. Os paulistas também preparam o churrasco em espetos, já que esta maneira além de rápida, evita desperdícios e permite que a carne seja servida em uma boa temperatura. Como já foi dito, muitas foram as mudanças no modo de consumir o churrasco. Uma em especial, o churrasco de pão com bife - cuja invenção aos paulistas foi atribuída -, os gaúchos não suportam e ainda dizem que de todos os estilos, esse é o que eles menos toleram.

VERÔNICA ALMEIDA

Referências:

http://www.boiecia.com.br/historiadochurrasco.htm
http://www.ochurrasqueiro.com.br/ochurrasqueiro2/historia.htm
http://www.brasilescola.com/brasil/etnias-populacao-rio-grande-sul.htm

Anônimo disse...

A culinária do Brasil é fruto de uma mistura de ingredientes europeus, indígenas e africanos. Muitas das técnicas de preparo e ingredientes são de origem indígena, tendo sofrido adaptações por parte dos escravos e dos portugueses. Esses faziam adaptações dos seus pratos típicos substituindo os ingredientes que faltassem por correspondentes locais. A feijoada, prato típico do país, é um exemplo disso. Os escravos trazidos ao Brasil desde fins do século XVI, somaram à culinária nacional elementos como o azeite-de-dendê e o cuscuz. As levas de imigrantes recebidas pelo país entre os séculos XIX e XX, vindos em grande número da Europa, trouxeram algumas novidades ao cardápio nacional e concomitantemente fortaleceu o consumo de diversos ingredientes.

As bebidas destiladas foram trazidas pelos portugueses ou, como a cachaça, fabricadas na terra. O vinho é também muito consumido, por vezes somado à água e açúcar, na conhecida sangria. A cerveja por sua vez começou a ser consumida em fins do século XVIII e é hoje uma das bebidas alcoólicas mais comuns.
Sem serem consideradas alimentos, as frutas faziam parte do cardápio nacional de diversas formas: ao natural, na forma de doces e na de bebidas, alcoólicas ou não, embora o hábito de beber suco seja trazido pelos portugueses, franceses e holandeses. Muitas frutas foram trazidas pelos portugueses como a jaca, a manga e o jambo no século XVIII e algumas brasileiras levadas para outras colônias. As frutas acompanham os pratos salgados, como a feijoada e as carnes, e preparado a, influência indígena e africana na alimentação. Algumas frutas reservavam-se para a infância e muitas superstições envolviam o consumo de outras. Como o alimento não podia ser conservado por muito tempo ao ar livre, os colonos desenvolveram doces em compota e carnes secas e salgadas. Atualmente, no entanto, as frutas são consumidas em sobremesas, sorvetes e vitaminas.

Fonte:google

Poliane Kelly